Brasil está incentivando o contrabando de cigarros, diz câmara setorial

Romeu Schneider

Romeu Schneider

Santa Cruz do Sul/RS – As novas restrições ao consumo de cigarros no Brasil, em vigor desde o último dia 3, vão incentivar ainda mais a venda de produto do Paraguai no mercado interno. A análise é do presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider. “A nova fase da lei antifumo jogará o mercado brasileiro no colo do contrabandista”, adverte o dirigente, que é também diretor secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

Segundo ele, as ações da Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal para barrar o contrabando de cigarros são positivas e inclusive vêm crescendo ao longo dos anos, mas ainda são insuficientes para reduzir a entrada ilegal do produto. “O governo está restringindo cada vez mais o consumo de cigarros mas não abre mão da receita bilionária gerada pela produção legal no Brasil. E, ao mesmo tempo, deixa escapar bilhões de reais ao ano com o contrabando. É uma incoerência”, analisa Romeu Schneider.

O dirigente afirma que as restrições cada vez maiores ao consumo de cigarro no Brasil vão respingar no produtor de tabaco. Somente nos três estados do Sul a comercialização da última safra movimentou pouco mais de R$ 5 bilhões. “A produção vai diminuir e as exportações também. Em 2014 já vamos exportar menos. Até novembro o País embarcou 2,3 bilhões de dólares. Em 2013 o valor chegou a 3,2 bilhões de dólares”, exemplifica. “É um sinal de alerta que nos preocupa muito.”

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