Biocombustível feito a partir de tabaco será testado na África

Cidade do Cabo, África do Sul – Produtores sul-africanos preparam a colheita da primeira safra de uma espécie de tabaco rica em energia, um importante passo no uso da planta para a produção de biocombustível sustentável para aviação. O projeto é tocado pela South African Airways (SAA) e a Boeing. As duas empresas, em parceria com a SkyNRG e a Sunchem, já lançaram oficialmente o Project Solaris, que visa desenvolver uma cadeia de suprimentos de biocombustível para aviação usando uma planta de tabaco livre de nicotina e organismos geneticamente modificados chamada Solaris.

Representantes das empresas e da indústria visitaram, nesta semana, as fazendas em Marble Hall, na província de Limpopo, onde foram plantados 50 hectares do tabaco tipo Solaris. A safra de testes será colhida pela primeira vez na virada do ano. O óleo das sementes da planta pode ser convertido em biocombustível já em 2015, com voos teste da SAA podendo já ser praticados.

“A SAA continua seu trabalho para ser a companhia aérea mais ecologicamente sustentável do mundo e mantém seu compromisso para uma maneira melhor de conduzir os negócios”, disse Ian Cruickshank, especialista da empresa em assuntos ambientais. O plano, segundo ele, é escalonar o uso de biocombustíveis em voos para 20 milhões de litros em 2017, antes de alcançar 400 milhões em 2023.

Segundo Ian Cruickshank, a alternativa também diminuiria os custos com combustíveis da SAA, que contribuíram para entre 39% e 41% dos custos operacionais totais da empresa. “É emocionante ver o progresso da África do Sul no desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis para a aviação com o uso de plantas de tabaco”, disse João Miguel Santos, Diretor Internacional da Boeing para a África.

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