Audiência pública defende melhoria no preço do tabaco

Porto Alegre/RS – A Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo (CAPC) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizou audiência pública nesta quinta-feira para debater a política de preços e comercialização da safra de tabaco no Estado. Parlamentares e entidades representativas defendem melhoria nos preços pagos pelo produto e na forma de classificação. Semana que vem ocorre, também na capital, audiência da Câmara dos Deputados para discutir o assunto.

A audiência foi proposta pelos deputados Zé Nunes (PT) e Marcelo Moraes (PTB) e teve a participação de parlamentares, entidades representativas do setor e fumicultores. A comissão é presidida por Adolfo Brito (PP). Nunes enfatizou o impacto que a cultura representa nas finanças de duas centenas de municípios gaúchos e disse que na maioria dos casos o produto é a renda principal das famílias produtoras.

Marcelo Moraes, que é de Santa Cruz do Sul, lamentou que as indústrias não tenham participado da audiência pública. Ele defende que os técnicos da Emater/RS-Ascar não apenas façam relatórios para a Afubra sobre a classificação, mas atuem concretamente e com prerrogativa para mediar as negociações entre produtores e empresas na hora da compra da safra. Pedro Pereira (PSDB) frisou que “está ocorrendo uma grande injustiça que afeta diretamente o produtor de tabaco”.

Audiência reuniu deputados e representantes dos produtores (foto: Juarez Junior/AL)

Audiência reuniu deputados e representantes dos produtores (foto: Juarez Junior/AL)

SEM IGUAL

O representante da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Mário Nascimento, disse que é inaceitável que o dólar tenha uma grande valorização e isso não se reflita nos preços pagos ao produtor. Derli Fuch, fumicultor de Tenente Portela, conta que já passou por muitas dificuldades, mas nada parecido com o que está ocorrendo agora.

O gerente de Assuntos Corporativos da Afubra, Marco Antônio Dornelles, explicou que anualmente um conjunto de entidades e empresas negocia o preço do tabaco, utilizando critérios como custos de produção e reajustes relativos aos anos anteriores. Na última safra a correção negociada com três empresas foi de 6,4%, mas que até o momento, com aproximadamente 55% da safra negociada, os valores acordados não estão sendo cumpridos.

Ao final da audiência pública foi elaborado um documento com encaminhamento de sugestões para tentar resolver o impasse. Entre eles está a reativação da Câmara Setorial do Tabaco no Estado; a definição do preço mínimo para o produto; a criação de medidas regionais para classificação e a intensificação do combate ao contrabando.

Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa
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