Área de tabaco adota práticas para a conservação do solo

Santa Cruz do Sul/RS – Na data, 15 de abril, em que se comemora o Dia Nacional de Conservação do Solo e no ano, 2015, instituído como Ano Internacional dos Solos, a área produtora de tabaco no Brasil pode mostrar atitudes muito positivas para preservação desta riqueza natural, mantendo a sustentabilidade do recurso básico na produção. Mais uma vez, o setor dá exemplo, apresentando inclusive maiores avanços do que se verifica na agricultura em geral.

Dados levantados pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) indicam que seguramente mais de 40% dos 162 mil produtores de tabaco da Região Sul do País adotam práticas de conservação em suas lavouras. Enquanto isso, de acordo com informações da Federação Brasileira do Plantio Direto e Irrigação, a utilização deste sistema ainda se restringe a pouco mais de 20% dos 157 milhões de hectares cultiváveis.

Recursos consideráveis, segundo a entidade da indústria de tabaco, são investidos em pesquisa, recomendação e assistência técnica para desenvolver ações de conservação do solo e da água nas regiões produtoras. Por meio do Sistema Integrado de Produção, os produtores recebem orientações e participam de programas que os tornam ainda mais aptos e informados sobre o assunto, empregando assim melhorias e fazendo crescer estas estatísticas.

Entre as ações, o SindiTabaco, junto com universidades federais, coloca em prática desde 2005 o Programa Microbacias, tendo como base área do Arroio Lageado Ferreira em Arvorezinha (RS). O trabalho registra modificação sensível no manejo do solo, com a introdução gradual de práticas conservacionistas como o cultivo mínimo, o plantio direto e o uso de plantas de cobertura, com grande eficiência na redução de problemas ambientais.

De maneira geral, Darci José da Silva, assessor técnico do sindicato, constata abandono progressivo de práticas tradicionais de preparo e manejo do solo, como lavração, dragagem, excesso de cultivações e capinas. Em seu lugar, entram subsolagens, cultivos de cobertura, novos métodos de preparação do solo, adubações mais racionais conforme análises de solo e demandas culturais, terraceamento e plantio em nível, entre outras práticas.

Ainda há muito a fazer, mas os progressos alcançados são expressivos e reconhecidos, salienta Iro Schünke, presidente do SindiTabaco. “As frequentes auditorias determinadas pelos programas de responsabilidade social dos nossos clientes representam um testemunho inquestionável destas ações”, assinala. Ele acredita que será cada vez mais frequente o emprego de práticas conservacionistas, mesmo porque, ao utilizar sistemas de cultivo que protegem o solo, o produtor não apenas beneficia o meio ambiente, mas reduz a demanda de mão de obra.

Benno Bernardo Kist, com informações da Assessoria de Comunicação do SindiTabaco e do jornal Gazeta do Sul
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