Aprendizes rurais debatem agroecologia e cooperativismo em Vale do Sol

Vale do Sol/RS – Os 19 aprendizes de Vale do Sol que cursam o Programa de Aprendizagem Profissional Rural do Instituto Crescer Legal receberam na tarde de 21 de setembro a visita do engenheiro agrônomo do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (Capa), Luiz Rogério Boemeke. A tarde de diálogo propiciou conhecer os pressupostos da agroecologia e o trabalho que o Capa desenvolve na região e principalmente no município de Vale do Sol com os agricultores familiares. O convidado apresentou a Cooperativa Regional de Agricultores Familiares Ecologistas Ltda. (Ecovale) e o trabalho realizado nos diferentes núcleos produtivos com os produtores rurais.

Segundo o educador de referência, Adriano Emmel, é importante reconhecer novas possibilidades de empreender no meio rural. “Estamos trabalhando atualmente o eixo de criação e estudos de viabilidade de desenvolvimento de um produto. O diálogo sobre agroecologia e cooperativismo como alternativa para a agricultura familiar, permitiu aos jovens complementarem e delinearem novas possibilidades para seus projetos de empreendedorismo a partir de uma realidade concreta. Na propriedade familiar, a agroecologia e o trabalho em cooperativa possibilitam novos horizontes, oportunizando a diversificação e complemento de renda das famílias rurais”, avalia.

Para a aprendiz Jéssica Voeltz, o encontro permitiu constatar que o trabalho coletivo no meio rural é necessário. “A partir do coletivo podemos ter resultados promissores para a economia rural. Precisamos ser protagonistas dessas mudanças, pensado no presente e no futuro do campo”, reflete.

SAIBA MAIS – O Instituto Crescer Legal foi fundado em 23 de abril de 2015. Já em 2016, implementou o Programa de Aprendizagem Profissional Rural, oferecendo a jovens rurais o curso de Empreendedorismo em Agricultura Polivalente – Gestão Rural. Atualmente, duas turmas foram formadas (Candelária e Vera Cruz) e outras três estão em andamento (Venâncio Aires, Vale do Sol e Santa Cruz do Sul).

O projeto-piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural é pioneiro e segue os preceitos da Lei da Aprendizagem, oferecendo aos jovens salário proporcional a 20 horas semanais, além de certificação e demais direitos (Lei 10.097/2000 e Dec. 5598/2005). Os jovens são contratados pelas empresas associadas ao Instituto, mas as atividades são todas realizadas na escola parceira, durante o contraturno, em suas propriedades, comunidades e em saídas de estudo.

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