AIRTON ARTUS É O NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA SETORIAL

Brasília/DF – Prefeito reeleito de Venâncio Aires, o município que mais produz tabaco no Brasil, Airton Artus (PDT) é o novo presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco. Ele foi escolhido por unanimidade na reunião realizada nesta terça-feira em Brasília. Participaram representantes dos diferentes segmentos que compõem a cadeia do tabaco, tanto do Sul quanto do Nordeste.

Em entrevista ao Portal do Tabaco, o novo presidente adiantou que a prioridade é tentar uma audiência com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para apresentar a nova coordenação da câmara setorial, bem como um retrato do setor no Brasil. “Temos um desafio enorme pela frente, que é apresentar, reforçar e convencer as autoridades, principalmente do governo federal, da importância econômica e social do setor”, resume Airton Artus, que também preside a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp).

Médico de formação e velho defensor da cadeia produtiva – Artus integrou a missão brasileira que participou da COP 6, na Rússia, em 2014 –, o novo presidente diz que “o governo deixa a desejar”. “A importância do setor na arrecadação de impostos eles sabem. Mas o retorno é mínimo. Hoje não temos apoio do governo”, afirma. Airton Artus disse que pretende manter a condução dos trabalhos com o mesmo equilíbrio de seu antecessor, o secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Romeu Schneider.

Presidente da câmara setorial desde 2006, Schneider destaca a escolha de Artus para a presidência. “É um grande apoiador e defensor da cadeia produtiva.” Para ele, as principais lutas devem ser o combate ao contrabando e a valorização do setor não somente pelo governo, mas por toda a sociedade. Romeu Schneider continuará fazendo parte da câmara setorial, agora como consultor da presidência.

Ele considera urgente uma audiência da câmara setorial com a ministra da Agricultura, órgão ao qual a câmara é ligada. “Há poucas semanas houve um grande encontro com os principais setores exportadores do agronegócio e não fomos chamados. Mas há duas décadas o Brasil é o maior exportador mundial de tabaco. O ministério e o governo precisam reconhecer nossa importância econômica e social”, reforça o ex-presidente.

Airton Artus é o novo presidente da câmara setorial (foto: divulgação)

Airton Artus é o novo presidente da câmara setorial (foto: divulgação)

RIO GRANDE DO SUL

Além da escolha do novo presidente, a reunião desta terça-feira serviu para discutir temas como contrabando e aumento de custos do setor, incluindo os impostos. “Uma coisa está fortemente ligada à outra. Quanto mais caro é o produto brasileiro, maior é o espaço para o produto ilegal”, alerta Romeu Schneider.

Como exemplo ele cita a intenção do governo do Rio Grande do Sul de aumentar o ICMS do tabaco para, com isso, engordar a arrecadação do Estado. “Não precisa aumentar imposto, já pagamos imposto demais. O governo precisa é combater o contrabando de forma mais efetiva. Somente o Rio Grande do Sul deixa de arrecadar R$ 150 milhões por ano graças ao contrabando de cigarro. Estudo recente mostra que 43% do produto consumido no Estado é ilegal”, reforça o ex-presidente da câmara setorial.

Igor Müller
igor@editoragazeta.com.br
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