Ainda sobre a COP 7

Nova Délhi/ Índia – Com o fim da COP 7, realizada na Índia, no sábado, a delegação brasileira volta para casa animada com os resultados. Diante da informação de que o cultivo de tabaco não será incentivado em países sem tradição produtora, a expectativa é de que o Brasil e, naturalmente, o Vale do Rio Pardo sejam favorecidos.

A avaliação é de que os artigos 17 e 18, que de certa maneira preocupavam mais diretamente a área de produção, acabaram tendo um respaldo até maior do que o esperado. Esses pontos tiveram assinatura no documento final, em Nova Delhi, basicamente recomendando um maior esforço das nações no sentido de diversificação e em nenhum momento inibindo, proibindo ou fazendo restrições à lavoura de fumo. Esse incentivo passaria pela necessidade de criar mecanismos de financiamento público para famílias que queiram sair da atividade do tabaco e iniciar um projeto de diversificação.

Esse ponto e outros tantos devem ser tratados na próxima COP, marcada para 2018. Ao final desta edição, como nenhum país se candidatou a receber o evento, ficou decidido que ele será organizado em Genebra, na Suíça. Como todo o staff da Convenção-Quadro fica lá, seria evitado o tráfego desnecessário de seus integrantes pelo mundo. Bastaria as delegações se dirigirem até o local onde serão realizadas as reuniões.

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