Afubra reajusta em 5,99% a cota do sistema mutualista

Por: Rodrigo Nascimento, Jornal Gazeta do Sul

Santa Cruz do Sul/RS – Assembleia Geral Extraordinária e Ordinária da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) revisou o valor da unidade de medida para calcular a cobertura dos seguros para a produção do tabaco. A Unidade Referencial Mutual (URM) subiu 5,99% na comparação com o ano passado, subindo dos R$ 12,71 para R$ 13,47. O reajuste é composto por uma série de fatores de revisão.O custo de produção da safra de tabaco 2019/20 é o que mais pesa, segundo o presidente da Afubra, Benício Albano Werner. “Usamos alguns indexadores nacionais para fazer este cálculo e a projeção de alguns índices futuros. Mas o que mais pesa é a estimativa do custo de produção, como mão de obra e insumos agrícolas”, confirma o presidente.

O novo índice é utilizado tanto para definir o valor das contribuições dos associados, como também para delimitar o valor máximo pago em indenizações, independente do tipo de ocorrência na propriedade. “Sempre as maiores perdas estão relacionadas ao granizo”, comenta Werner.Os investimentos da associação também são computados. A meta da Afubra é ampliar em número e estrutura física suas lojas em diferentes praças. A assembleia de associados de sábado, realizada no Teatro Mauá, também deu carta branca à gestão de Werner para que a entidade amplie o número de lojas.

“No próximo dia 26 abriremos a filial de Agudo e, até o fim do ano, a de Jaguari. Ainda há um investimento terceirizado para a instalação da loja em Arvorezinha e isto irá ocorrer durante o primeiro semestre de 2020”, projeta. Conforme o presidente, haverá ainda ampliações e reformas nos depósitos de Rio do Sul, assim como na loja de São Mi-guel do Oeste, ambos em Santa Catarina. “A ideia é ficar mais próximo do associado, por isso são feitos estes investimentos”, destaca.

Benício Werner é reconduzido

Reeleito pelos associados, o presidente da Afubra se prepara para mais quatro anos de mandato. Ao final, terão sido 12 anos no comando da entidade que representa o setor produtivo na cadeia do tabaco. Benício Wernerdestaca que o maior desafio no próximo ciclo será a preparação de novas lideranças. “Assim como nossos antecessores trabalharam para manter a associação, e prepara-la para o futuro, precisamos fazer o mesmo agora”, define.Segundo ele, é preciso ter os “pés no chão” para administrar a Afubra e, sobretudo, ampliar a participação das regiões produtoras de tabaco.

“Aumentamos de sete para 11 o número de conselheiros, do Conselho Deliberativo, com a intenção de aproximar as regiões produtoras do Paraná e Santa Catarina”, justifica.O presidente revela que parte dos membros da diretoria é nova e, para essa inserção, há uma explicação justa. “A gente precisa preparar a continuidade da administração da Afubra. Isso veio de nossos antecessores e nós precisamos continuar, pois a entidade precisa ser bem administrada, com uma segurança forte”, complementa.

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