Por dentro da safra: calor que não traz boas lembranças

Por: Giovane Luiz Weber, produtor de tabaco

Olá, pessoal! Tudo bem? Começamos mais uma semana com muito calor, e isso nos faz lembrar que há exatos dois anos, no dia 1º de outubro de 2017, um temporal, numa tarde de domingo, atingiu lavouras de tabaco em toda a região, trazendo muitos prejuízos aos produtores. A previsão para hoje, por sinal, é de muito calor, seguido da entrada de uma frente fria, e isso nunca é bom sinal. Mas sempre almejamos dias melhores, e esperamos que não aconteça nada naqueles moldes, e que só venha a chuva mesmo.

Hora de despontar para obter qualidade
Começamos ontem a despontar o tabaco. Entre começar a colher o plantado mais no cedo ou fazer o desponte, optamos por despontar. Porque, se vier um vento forte por esses dias, evitaremos que a planta sofra estragos ou se deite, o que faz com que depois venha a brotação inconveniente, além de haver perda de peso e de qualidade quando não se consegue passar o antibrotante da maneira correta. Assim começamos a despontar os 15 mil pés do tabaco plantado na metade de julho.

E o vento frio provocou ferrugem
O tabaco do cedo está muito bonito. Bem diferente do plantado em metade de agosto, que pegou ferrugem intensa, como mostra a foto abaixo. Isso compromete a qualidade e o desenvolvimento. Não ocorreu só na lavoura em nossa propriedade, mas na maioria do tabaco plantado em época tardia na região. Houve vento muito frio, o que fez com que as folhas sofressem com ferrugem, mais na parte baixa da planta. Isso não aconteceu com o tabaco do cedo.

Na sequência vai começar a colheita
Concluído o desponte na lavoura do cedo, nos próximos dias vamos começar a colher as folhas do baixeiro desses 15 mil pés. Tiradas as mais baixas, ficarão 17 a 18 folhas no pé, algo bem interessante para o tabaco do cedo. Assim as folhas encorpam melhor, e no final de novembro, começo de dezembro, o tabaco estará todo colhido. Ou seja, ele sai da lavoura antes de dezembro e janeiro, meses muito quentes, em que também são comuns os temporais.

Investimento em uma nova fornalha
Como estamos em vias de iniciar a colheita, vamos colocar em ordem galpões e estufas para a cura do tabaco. E tivemos de trocar a fornalha da estufa elétrica. Na semana que vem chegará a fornalha nova, o que implicou em investimento de mais de R$ 6 mil. Mas é necessário, para não correr o risco de ter a estufa queimada por falta de manutenção. É fundamental contar com um bom jogo de canos nas estufas convencionais e com fornalhas boas também nas elétricas.

Share

Adicione um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *